You are currently browsing the daily archive for Maio 12th, 2008.
Vivemos a Era da Informação, do Relacionamento, da Comunicação… para cada um, o que melhor lhe convier. Bem, nós, da Expressa optamos pela Comunicação. Então, nada mais natural do que escrever um blog com esse eixo. Esse espaço terá vários temas, todos, de alguma forma, ligados à comunicação. Vamos a eles:
Segunda-feira: Jornalismo e Marketing /Comunicação e novas tecnologias
Quarta-feira: Comunicação e Imagem/ Comunicação, língua e linguagem
Sexta-feira: Variedades
Inaugurando esse espaço, para hoje optei por um tema tão básico quanto necessário: Os 10 mandamentos para ser um bom entrevistado. Aqui, nossos clientes e prospects poderão conhecer os pontos fundamentais para serem chamados para uma segunda ou terceira entrevista.
1º – Esteja sempre bem informado.
Saber o que acontece sobre a sua área é o ponto principal para se consolidar como fonte de entrevista.
2º – Ser claro, direto e objetivo.
O prolixo não dá entrevista. Aparece uma única vez e rapidamente é “engavetado” pelo produtor. O mesmo acontece com quem não é didático em suas explicações. Aqui, não vale falar difícil ou usar jargões. Ser simples e ter conteúdo é o que interessa. Uma dica é falar como se estivesse se dirigindo a um cliente ou paciente, que são leigos.
3º – Seja seguro.
Ninguém está livre de ter um “branco”. Entretanto, um profissional que deseja passar credibilidade não pode passar insegurança. É comum apresentar um certo nervosismo, afinal, isso não faz parte do seu dia-a-dia, mas não pode deixar que a falta de confiança seja visível a ponto de comprometer a entrevista e, como conseqüência, a sua credibilidade.
4º – Seja esclarecedor em suas respostas.
Nada de ser monossilábico. Responder “sim” ou “não” não esclarece nada e também fará com que a produção do programa jornalístico ou de variedades não te chame mais para dar entrevistas.
5º – Não desmarque entrevista.
Acredite, se você não for, com certeza, ficará na “geladeira”, ou seja, não será chamado para dar outra entrevista por um longo período. Além disso, irá prejudicar sua credibilidade e a de sua assessoria de imprensa. É óbvio que sempre há exceções. Em casos de real emergência, uma solução é chamar outro profissional, preferencialmente da sua equipe, para substituí-lo.
6º – Não queira impor uma falsa intimidade com o jornalista, isso é, no mínimo constrangedor.
O relacionamento com o produtor/pauteiro/editor/ repórter/cinegrafista deve ser natural, nada deve ser forçado.
7º – Não cometa erros de português ou vícios de linguagem.
Termos como “a nível de”, “veja bem”, “olha” não significam nada. Apenas deixam a sua resposta mais longa e menos objetiva. Lembre-se que, ao se expor publicamente, você deve ter um bom vocabulário e formar frases com elegância. Usar gerundismo (“vou estar te passando”) não é nada bom de se ouvir, assim como pronunciar errado uma palavra. Sons que no dia-a-dia emitimos quando estamos pensando como: “huummmm”, “eheheh”, “bemm..” também devem ser eliminados e trocados por uma pausa rápida, principalmente em programas de entrevista na televisão ou no rádio. Cuidado também com o coloquial “né” no final de suas frases.
8º – Cuidado com os seus vícios. Se você gosta de marcar chicletes, se fuma, ou está em um ambiente informal, como uma inauguração, mantenha a etiqueta. Você pode até tomar um drink, mas, sem exageros.Nunca fume antes, durante ou depois de uma entrevista. Além de não ser saudável, é deselegante com quem está lhe entrevistando. E não adianta perguntar se pode fumar, pois dificilmente alguém dirá que não pode.
Goma de mascar ou bala durante uma entrevista, nem pensar. Além de dificultar a sua dicção, prejudica sua imagem.
9º – Não leve outras pessoas na entrevista.
Se você precisa ir até o local da entrevista, não precisa levar a família ou outras pessoas da equipe profissional. Além de parecer insegurança, pode não ter espaço físico para essa pessoa “assistir” a sua entrevista.
10º – Não queira ensinar o jornalista.
“Não ensine o padre a rezar a missa, cada macaco no seu galho”… Esses ditados já dão o recado. Cada profissão é soberana e nenhuma é mais importante que a outra, portanto, não queira ensinar, apenas se mostre acessível para esclarecimentos e coloque a sua assessoria de imprensa à disposição.
Por hoje é só…, até quarta com o tema Comunicação e Imagem.
Por Kristiane Rothxfstein
