You are currently browsing the monthly archive for Junho 2008.
Lançado há algumas semanas nos EUA, o livro “The Dumbest Generation”, ou “A Geração Mais Estúpida”, já traz no seu título uma referência nada animadora sobre os jovens que nasceram nas três últimas décadas.Para o autor, Mark Bauerlein, a linguagem que prevalece na internet é pobre e com recreações adolescentes.Ele acha também que além da internet, a TV, os vídeo-games e os celulares criaram uma geração de pessoas superficiais incapazes de valorizar fatos históricos.
Bauerlein, professor de inglês em uma universidade americana, causa polêmica quando afirma que os jovens desta geração, apesar de um acesso nunca visto a todos os mecanismos de conhecimento, preferem se manter na rede vasculhando vidas alheias e expondo a sua própria, tornando-se pessoas vazias, e que não aproveitam tais recursos e facilidades para adquirirem maior conhecimento. Umberto Eco, filósofo italiano, compartilha desta mesma opinião “a abundância de informações sobre o presente não permite refletir sobre o passado”. E para Bauerlein, o que os jovens lêem na rede não lhes acrescenta nada em termos de gramática nem de capacidade de elaborar textos.
Bom, o que nos interessa aqui é a polêmica causada pelo lançamento da obra de Bauerlein. Jovens americanos se revoltaram contra as opiniões do autor. Alguns estudiosos fazem fila de apoio; no entanto outros abominam está idéia. Enfim, precisamos sim refletir um pouco sobre isso.
A Internet como ferramenta, realmente não tem igual, tem o poder de levar qualquer um a qualquer lugar, obtendo toda a sorte de informações, permitindo vasto aprimoramento cultural e intelectual. Isto é indiscutível. O que precisamos nos atentar, e buscar entender, é se nossos jovens estão sabendo aproveitar toda esta tecnologia neste sentido. Como fato, temos que desde o começo século 20, o QI de crianças e adolescentes aumenta a cada geração.
Com certeza sabemos que os jovens estão conseguindo acessar notícias do mundo inteiro de maneira muito mais ágil que os jovens de gerações anteriores, e é indiscutível que a rede mundial tem papel fundamental neste quadro, até porque, ainda que não estejam em busca de informações, ao estarem conectados, os usuários da rede tem diante de si, literalmente um mundo de informações e de conteúdo. No entanto, tão inquestionável quanto às facilidades geradas pela tecnologia, está também o discutível uso do tempo destes jovens, que acabam passando boa parte deste tempo navegando em sites de relacionamentos, ou de jogos, que provavelmente pouco ou nada lhes acrescentarão no mundo concreto. Corremos o risco de estarmos vendo crescer relacionamentos futuros baseados em contatos virtuais muito mais fortes.
Desta situação, me surgem duas questões? A primeira simplesmente de ordem gramatical, busca entender se o fato de estarem escrevendo menos, e numa linguagem tão própria desta mídia não virá “enferrujar” o uso correto da escrita, prejudicando o desenvolvimento de um texto mais complexo.
A segunda, de ordem mais semântica, questiona se tantas facilidades de acesso, estão sendo suficientemente bem aproveitadas, agregando valor a quem tem tais acessos, permitindo um verdadeiro e necessário enriquecimento cultural.
Acho que nós, como formadores de opinião precisamos incentivar a escrita, a redação, e obviamente a leitura, pois é fato que estamos sim, diante de sérios riscos de perda de qualidade gramatical, por conta das abreviações, das frases curtas e de um dialeto próprio criado para a Internet, e que muitas vezes acaba por ser repetido fora dela; além do fato de que a falta de interesse pela informação, a despeito da facilidade e da quantidade apresentadas acaba por poder criar uma geração preguiçosa, e de pouco alcance cultural.
O jeito é fazer a ‘moçada’ ler, bem como escrever sobre aquilo que lê nos inúmeros meios de informação encontrados na Internet. Agora dizer que estamos diante da “ Dumbest Generation”, talvez seja demais, concordam??
Por Milu Ramiro
Desta vez resolvi diversificar e vou escrever sobre cinema. Afinal de contas sexta-feira e dia de variedades então vou variar um pouco.
Robozinho simpático
Estréia hoje em todo mundo a nova animação da Disney / Pixar: Wall-e. O filme se passa no ano de 2700 onde robôs limpam o que sobrou do nosso planeta. Mas, uma falha acaba destruindo os Wall-e’s (“Waste Allocation Load Lifters – Earth” traduzindo “Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra”) sobrando apenas um deles no planeta já inabitado pelos humanos. A única companhia de Wall-e é sua barata de estimação Spot até que uma nova geração de robôs aparece para exploração na Terra.
Vocês não acham o Wall-e a cara do Johnny 5 do filme “Um robô em curto-circuito”. Inclusive existem rumores de um possível remake desse clássico dos anos 80.
Qualquer semelhança é mera coincidência?
Direto das Trevas
O filme mais esperado do verão americano está prestes a ser lançado. No início de julho entra em cartaz o filme “Cavaleiro das Trevas” que trará à telona uma versão mais obscura do homem-morcego. Esse é o segundo filme do Batman dirigido por Chistopher Nolan. O primeiro foi “Batman Begins” de 2005.
Nolan leva as telas um Batman mais perturbado com o passado com cenários mais obscuros, enredos mais sérios e atuações mais consistentes, diferente dá série dirigida por Tim Burton no fim dos anos 80 início dos anos 90 que tinha seu lado cômico.
“Cavaleiro das Trevas” é considerado a despedida do ator Heath Ledger, pois, foi um dos últimos filmes rodado com o ator que faleceu em janeiro desse ano de uma overdose acidental.
Heath Ledger é no filme o Coringa personagem que já foi interpretado por Jack Nicholson em 1989 em “Batman” o primeiro filme sobre o homem-morcego.
O vídeo a seguir mostra os trailers do filme “Batman” (1989) e “Cavaleiro das Trevas” (2008).
Volto a perguntar: qualquer semelhança é mera coincidência?
Eu recomendo
No último fim de semana fui à locadora e achei em um cantinho quase escondido “Piaf – Um Hino ao Amor” e pensei, “como um filme recém lançado está escondido na prateleira”. Mas fiquei feliz, pois, como o DVD estava escondido ninguém pegou antes de mim.
O filme conta a trajetória da cantora francesa Edith Piaf. Nascida no bairro de Belleville em Paris em 1915, Edith foi descoberta por Louis Leplée, dono de uma casa de shows, quando cantava nas ruas de Paris. Foi Leplée que a apelidou Edith de La Môme Piaf (o pequeno pardal), nome a qual ela começou a usar.
Quem interpretou Piaf foi a atriz Marion Cotillard que o fez de maneira espetacular. Marion soube expressar toda a intensidade de Piaf. Marion ganhou o Oscar de melhor atriz esse ano por esse papel.
O filme é narrado não linearmente e, como toda cine-biografia, deixa alguns fatos importantes em branco, mas não é por isso que o filme deixa de ser brilhante, emocionante e belo.
Mas mesmo assim eu fico me perguntando como a locadora deixou o filme escondido em uma prateleira qualquer? E na verdade acho que o erro é justificável. “Piaf – Um Hino ao Amor” não é filme para ter milhões de copias na principal prateleira da Blockbuster “Piaf…” tem que ser merecido, não pode lhe ser entregue assim à mãos beijadas.
Termino este post de forma dramática. Homenagem a Piaf.
O vídeo que escolhi não é do filme e sim de uma apresentação de Piaf em 1954 onde ela interpreta “La Vie en Rose” título original da produção francesa.
Por Thiago Rothstein
Vou aproveitar esse espaço para indicar os endereços de 4 blogs do Miran, onde podem ser encontrados exemplos dos seus magníficos trabalhos de design, ilustração e cartum. Oswaldo Miranda, o Miran, é um artista gráfico paranaense, reconhecido e premiado em todo o mundo. Ele é o editor da consagrada Revista Gráfica.
Veja alguns exemplos do trabalho do moço:
Basta dar uma olhada, principalmente na parte de design, para ver como esse cara influenciou um montão de gente.
Aí vão os links:
http://miranilustra.blogspot.com/
http://mirancartum.blogspot.com/
http://miranrevistagrafica.blogspot.com/
http://mirandesign.blogspot.com/
Visitem e conheçam o trabalho do Miran – um moço de fino traço.
É isso!





