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Homenagem da semana:
Dia Mundial do Rock
Eu sei, é apenas róque em rou.. mas eu gosto!
Já dizia o meu tio Mick!
(para ler ouvindo a banda de roque de sua preferência… estou muito democrática hoje!)
Domingo é o Dia Mundial do Rock. E eu nã poderia deixar passar esta data em branco, não é mesmo? E como surgiu o rock? Bom, o início do rock foi… ahá! achou que eu iria escrever sobre a história do rock, né? Pois não vou!! Mesmo porque, eu não sei!!! Mas acredito que você possa descobrir um pouco sobre o rock aqui.
Para falar a verdade, o que posso falar sobre o rock que já não tenham dito ano após ano na comemoração do Dia Mundial do Rock? Não vou fazer uma lista de bandas que me influenciaram, pois não sou banda para ter bandas que influenciaram (além disso, nunca entendo essas bandas que as bandas citam, geralmente elas não tem relação nenhuma com a música que fazem), e nem posso dizer quais foram as bandas mais importantes da história, mesmo porque cada um tem seu gosto, e geralmente cada jornalista, ou escritor, ou crítico de música citam bandas diferentes, logo, não posso citar banda nenhuma. Agora, você deve estar perguntando: então, por que diabos essa tal de Camile está escrevendo sobre o Dia Mundial do Rock se ela não sabe nada? Eu respondo: E daí que eu não sei nada? Eu gosto de róque (essa é minha livre adaptação para a palavra!), e quero homenageá-lo! Então, vou contar como fui iniciada nesta vida de sexo, drogas e rock’n roll (não, eu não uso entorpecentes, mas eu tinha que usar essa frase neste texto, mesmo sendo clichê.. eu gosto de clichês!!)
Minha história com o róque
A maioria das pessoas da minha geração (ou da geração anterior e talvez da próxima geração), conheceram o róque com os pais ou primos e irmãos mais velhos. Bom, eu sou a irmã mais velha, minha mãe até ouvia Beatles, mas eu lembro mais de Roberto Carlos e ABBA tocando no som lá de casa, e minhas primas mais velhas gostavam de Menudo, então, eu era uma pessoa com grandes chances de não conhecer o róque até chegar à idade de frequentar o Hangar (e acabei nunca frequentando o Hangar). Mas, o destino não foi tão cruel comigo! Lembro de quando era pequena e assistia o seu Silvio aos domingos na casa de minha avó. Ele gritava o dia inteiro em seus programas: RÓÓÓQUE!! Comecei a ficar curiosa sobre o que seria aquilo… mas, não existia o deus Google naquela época, então passei alguns anos me perguntando o que era aquela simples palavra que o seu Silvio tanto falava, sem perceber que, de certa maneira, eu já sabia!
Fui uma criança que cresceu em frente a televisão (mas a televisão não me deixou burra, muito burra demais), e assistia todos aqueles programas dos anso 80: Xuxa, Mara, Sérgio Mallandro, Chacrinha, Angélica, Fofão, Trapalhões, Globo de Ouro, Novelas, seu Silvio, Viva a Noite, Fantástico, e todos os outros programas que a maravilhosa televisão brasileira tinha para oferecer. Estes programas recebiam convidados musicais (essas palavras são engraçadas: convidados musicais!), e muitos deles faziam parte do róque brasileiro dos anos 80 – mas eu ainda não sabia. Então, cresci sem perceber que era uma garota, que como eu, (não sou esquizofrênica), gostava de Inimigos do Rei, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Ultrage a Rigor, Titãs e da música Simca Chambord do Camisa de Vênus (só nunca gostei de Engenheiros do Hawai). Cresci no meio do róque sem saber!!! Olha que história mais linda!!! Tudo bem, talvez você ache a história horrível, fraca e chata, mas é a minha história com o róque, não desdenhe!!!
Ah, é claro que me tornei uma adolescente meio rebelde, segundo a minha mãe, e a MTV chegou à minha casa, e assim conheci muitas outras bandas de róque (sim.. a MTV um dia transmitia clipes e eles eram de róque). Parei de gravar fitas cassetes dos rádios (se você não sabe o que é uma fita cassete, clique aqui), comecei a comprar CDS, vendi a maioria dos CDS, e hoje baixo músicas e não vou a shows porque sou pão dura (as bandas gostem ou não). Mas, embora não ouça mais a maioria das bandas que fizeram parte da minha infância e adolescência, o róque continua vivo dentro de mim!!! (nossa, fiquei até emocionda relembrando toda essa história!!!)
Então: VIVA O RÓQUE!!!!!!!!! E TOCA RAAAAAAAAUL!!! (não, não toque.. acho raul horrível!!)
Caso você também tenha uma história sobre como conheceu o róque (mesmo não sendo tão linda como a minha), envie para cá!!
E se você não tiver nada para fazer neste domingo, homenageie o róque brasileiro.. junte alguns amigos e um violão e cantem: “não tinha medo o tal joão de santo cristo, era o que eles diziam quando ele se perdeu…” Quando acabar a música, provavelmente o domingo já terá acabado também, e você não pode reclamar que não fez nada!!!
E já que virou moda (mas sem esquecer que a nossa querida amiga e jornalista Isadora Rupp foi quem criou a tendência): Beijomeliga!
Por Camile Triska

