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“Faça você mesmo”. Essa frase simboliza toda a filosofia do movimento punk. Mas com um início meteórico e muita gente fazendo sozinha um movimento inteiro só podia causar dissidências.
As principais dissidências do Punk (não tanto como movimento artístico e mais filosófico) são o New Wave, mais comercial, e o Pós-punk, mais independente. A primeira geração pós-punk se iniciou logo após o boom do Punk em 1977. Bandas como Public Image Ltd, Wire e Siouxsie & the Banshees marcaram esse início.
Assim como o Punk, o pós-punk teve o início na Inglaterra mais não foi tão feliz como seu antecessor na terra do Tio Sam. A cena pós-punk só chega com alguma influência nos EUA no meio dos anos 80 já com “cara” de Indie Rock com bandas como o Television e posteriormente com o Sonic Youth.
Após uma primeira fase pós-punk, surgiram bandas iniciadas nas universidades da Inglaterra. Essa segunda geração pós-punk pode ser considerada mais intelectualiza e influenciada por outras artes.
Uma delas é o Echo & The Bunnymen. Formada em 1978 por Ian McCulooch e Will Sergeant. Para Ian McCulooch a melhor banda do mundo é o Echo… e a melhor música de todos os tempos é The Killing Moon lançada em 1984 pela banda.
O pós-punk do início dos anos 80 é muitas vezes confundido com o gótico. Muito disso se deve pelas letras mais obscuras e pelo modo como os integrantes das bandas se vestiam. O gótico na verdade foi influenciado por essas bandas principalmente pelo Echo… e pelo The Cure.
Essa é uma das músicas do período mais obscuro do The Cure: A Forest.
Em 2004 o produtor francês Marc Collin montou a banda Nouvelle Vague. E daí você me pergunta, o que isso tem a ver com o pós-punk? Eu explico.
Marc chamou alguns músicos para tocarem versões do punk, pós-punk e new wave com uma batida de Bossa nova. Existe coisa mais “faça você mesmo” que isso?
O Nouvelle Vague já lançou três álbuns, sendo os dois primeiros exclusivamente dedicados aos hits do pós-punk inglês.
Esse é o vídeo da versão de Love Will tear us apart do Joy Division.
In Punk we trust!
Por Thiago Rothstein
