Em artigo publicado no Estado de Minas em 21/12, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, deixou claro que suas expectativas quanto à implantação da rádio digital ainda este ano foram por água abaixo. Ele esperava o resultado dos testes realizados pela Universidade Mackenzie, supervisionados pelo Ministério das Comunicações, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Até agora a conclusão é de que o Iboc, modelo norte-americano, e o DRM, modelo europeu, têm muitos problemas que precisam ser solucionados.

O texto é uma resposta às cobranças da jornalista e professora Nair Prata para que ele cumprisse as promessas da rádio digital.

O ministro esperava que um dos sistemas ou  até mesmo um sistema híbrido pudesse responder às expectativas e necessidades do mercado brasileiro.

No artigo, ele apresenta problemas nos sistemas apontados por nos Estados Unidos e Europa e deixa claro que “Brasil está atento a tudo isso e só tomará uma decisão quando ela for tecnicamente correta e atender o interesse público. A demora não é nossa. O rádio digital, mesmo nos países de origem, tem ainda muitos problemas que precisam ser solucionados antes de tomarmos uma decisão que terá um impacto direto nas comunicações, na indústria eletroeletrônica e principalmente nas políticas públicas de inclusão digital”.

Ele continua dizendo que “como fez na decisão da TV Digital, o Governo Brasileiro não escolherá ‘um sistema de rádio digital até o fim de 2008’, como diz equivocadamente a articulista. Vamos indicar as ferramentas que devem compor a arquitetura do rádio digital. Na verdade, entre outras exigências, já amplamente divulgadas, o sistema terá de contemplar a transmissão em FM e OM, no mesmo canal, cobrir todas as zonas de sombras do rádio analógico, dar à indústria brasileira acesso aos detalhes técnicos do padrão, promover a transferência de tecnologia e não ter custo para o rádio-ouvinte”.

Segundo sua assessoria de imprensa, Hélio Costa nunca defendeu nenhum dos sistemas. Acreditava que o norte-americano poderia atender junto com o europeu, mas sempre defendeu que a decisão seria baseada nos testes que estão sendo realizados. Suas expectativas eram de que uma resposta positiva poderia sair ainda este ano.